sexta-feira, 4 de março de 2011

A Saúde na Zona Oeste


A Zona Oeste vai ganhar dois hospitais da Prefeitura do Rio ano que vem, sendo um exclusivamente para mulheres. Este é um primeiro passo importante para preencher uma grave lacuna para uma região que tem mais de um milhão de moradores. A iniciativa nos deixa feliz, mas é preciso mais.

A demanda na saúde é grande e as dificuldades, enormes. Os moradores não conseguem atendimento nos hospitais estaduais Rocha Faria e Albert Schweitzer. As UPAs também não funcionam direito. Além de superlotadas, estas unidades de saúde padecem com a falta de médicos, remédios e equipamentos.  O jeito é se deslocar, gastar dinheiro com condução. 

Em Bangu, onde vivem cerca de 240 mil pessoas, não existe nenhuma maternidade pública. É nesse bairro que a prefeitura está investindo R$ 34 milhões na construção do Hospital da Mulher da Zona Oeste. Serão 500 atendimentos mensais, beneficiando apenas as moradoras de uma área específica, do entorno de Bangu, Padre Miguel, Senador Camará e Santíssimo. Portanto, precisamos de mais. Quando fui vereadora apresentei emenda ao Orçamento para construção de uma maternidade em Campo Grande e continuarei cobrando. 

Para Santa Cruz, a prefeitura começou o processo de licitação para reforma do Pedro II. Serão investidos R$ 80,6 milhões. Também é muito bom. Mas não podemos esquecer que esse hospital foi municipalizado, sem nenhum esclarecimento público, após um incêndio, em outubro de 2010, cujas causas nunca foram elucidadas. 

E este acidente foi a principal razão do requerimento que protocolei na Alerj para criar uma Comissão Especial, que vai apurar também as razões da transferência para a Prefeitura do Rio, suas consequências para os servidores, a existência de repasse de recursos do estado para o município e a data em que o hospital voltará a funcionar de fato. 

Eu, como deputada estadual, juntamente com a população de Santa Cruz, estamos satisfeitos com a municipalização do Pedro II. E esperamos que após as obras esse hospital volte a funcionar plenamente para poder atender à população daquela região.

Artigo publicado no jornal O DIA, em 03 de março de 2011.